Sebrae-SP lança programas para o fomento do ecossistema de startups do estado

feira do empreendedor

Aconteceu nesta semana, na capital de São Paulo, a Feira do Empreendedor. O evento é realizado anualmente pelo Sebrae-SP e, nesta edição, foram lançados dois programas idealizados pela entidade para alavancar o cenário empreendedor no estado.

O primeiro deles é o Programa Incubadora SP. Com esta iniciativa, o Sebrae-SP realiza parcerias com incubadoras do estado. O projeto começou a ser idealizado em 2016, para começar o ano de 2017 já em 10 incubadoras paulistas. De acordo com Guilherme Arradi, consultor do Sebrae-SP, a ideia é ampliar este projeto para todas as incubadoras do estado.

O objetivo deste programa é trabalhar, junto com as incubadoras, o desenvolvimento dos empreendedimentos incubados. “As incubadoras já têm os seus processos de incubação, mas o que muitas vezes elas não têm é o know-how do Sebrae com negócios. A nossa ideia é juntar forças para alavancar estas empresas”, explica Arradi.

Ele diz que este projeto, entretanto, é um pouco diferente do que a entidade já realizava. Entre 2015 e 2016 o Sebrae focou seus esforços principalmente na gestão das incubadoras. “Focamos em como elas se organizam, selecionam os candidatos e os processos para graduar os incubados, por exemplo. Agora, o objetivo é trabalhar diretamente com os empreendimentos”, diz.

O Programa Incubadora SP oferece mentoria do Sebrae-SP – serão mais de 1.200 horas de mentorias só neste ano -, além de colocar mais 112 mentores de mercado para complementar o atendimento da entidade. Serão dezenas de designers, engenheiros e especialistas em software e outros mercados, mentorando em parceria com o Sebrae-SP, para desenvolver as startups incubadas.

Por enquanto, as incubadoras participantes estão em São José dos Campos, Ribeirão Preto, Campinas, Jundaí, São Paulo, Atibaia e São José do Rio Preto. “Neste ano estamos realizando o piloto nestas 10 unidades. Ano que vem abriremos para as demais incubadoras que tiverem interesse em participar. Elas poderão entrar em contato com os escritórios regionais do Sebrae-SP para aderirem ao projeto”, finaliza.

Guilherme Ralisch, consultor do Sebrae-SP responsável pelo Programa Startup SP, diz que a iniciativa surgiu por uma demanda que a entidade precisava atender. “Cada vez mais existem pessoas empreendendo com tecnologia. E, já a algum tempo, estas pessoas começaram a bater à porta do Sebrae. Assim, percebemos que a forma como atendemos o micro, o pequeno e o médio empresário nem sempre atende às necessidades das startups”, diz.

Quando o projeto começou a criar forma no Sebrae-SP, Ralisch diz que foram levadas em conta as necessidades dos empreendedores e também o ecossistema onde eles estão inseridos. “Assim, vimos que o maior desafio de quem tem uma startup é validar o seu negócio antes de desenvolver o produto final. E queremos apoiar quem está nesta fase: quem começou a construir o MVP ou até já está testando, mas ainda precisa de ajuda para os desafios que ainda virão.”

A metodologia do Programa foi realizada como piloto em 2016 no MobiLab, laboratório de mobilidade urbana da prefeitura de São Paulo. O Sebrae-SP se tornou parceiro da iniciativa da prefeitura paulista durante a primeira turma de residentes para poder testar a metodologia do projeto. De acordo com o consultor, o objetivo, agora, é escalar o Programa para outras regiões do estado.

O Programa Startup SP já está com uma edição rodando. Em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, 10 startups estão há cerca de um mês com as atividades do programa. Até a próxima sexta-feira, 24 de fevereiro, estão abertas as inscrições para as edições de São Paulo, Campinas e Sorocaba. “A ideia é levar de 18 a 20 startups de cada cidade para uma banca de pitch, e assim selecionarmos 10 para cada edição de cada cidade’, explica Guilherme.

O programa dura quatro meses e oferece diagnóstico e acompanhamento de negócios. Desde o início, as startups passarão por um “raio X”, onde serão mapeados os principais desafios e estabelecidas algumas metas e objetivos para os meses de duração do programa. Quem acompanhará as empresas, durante todo o processo, serão os profissionais e especialistas do Sebrae-SP.

Outro pilar de capacitação para os empreendimentos é uma série de workshops que foram desenvolvidos pensando especificamente nesta fase das startups, além da conexão que o programa oferecerá aos empreendedores com mentores e outros atores do ecossistema.

O programa, nesta primeira fase, é voltado especificamente para startups digitais. Os critérios de avaliação são: empreendedores e equipe; estar em processo de validação do produto, e ter no mínimo duas pessoas no time, onde pelo menos uma delas tenha o empreendimento como seu foco principal.

Super MEI

Ainda na Feira do Empreendedor, o Sebrae-SP anunciou uma parceria com a iZettle, empresa global de meios de pagamentos. Ambas estão unindo forças para aprimorar o Super MEI, programa da entidade para capacitação dos Microempreendedores Individuais.

Segundo Fábio Moreira, gerente de parcerias da iZettle no Brasil, a companhia participa deste projeto auxiliando os MEIs a venderem mais, melhor e gerirem os seus negócios. “55% dos MEIs que aceitam cartão aumentaram suas vendas. Isso mostra a importância de aceitar esses meios de pagamento”, explica.

O programa Super MEI, do Sebrae-SP, é composto por quatro módulos. Quem completa todos recebe um desconto especial da iZettle para a aquisição do leitor de cartões e um mês de taxa zero, para que o empreendedor possa começar seu negócio com o menor custo possível.

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